O sonho do almirante

Maximiano da Fonseca defendia a necessidade de uma força naval equilibrada. O Plano de Reaparelhamento da Marinha (PRM) incluía um porta-aviões, 12 fragatas, 16 corvetas, 24 navios-patrulha de 1.500 toneladas, 10 submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. Para construir os submarinos, a Marinha estabeleceu um contrato com a Howaldtswerke-Deutsche Werft (HDW) para construir quatro submarinos IKL 209-1400 projetados pelo escritório Ingenieur Kontor Lubeck. Uma unidade foi construída na Alemanha e três no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. O casco resistente foi fabricado pela Nuclebrás Equipamentos Pesados (NUCLEP).

A partir do primeiro contrato, a IKL desenhou, já na década de 1980, dois projetos de submarinos convencionais (SNAC 1 e SNAC 2) e um de propulsão nuclear (SNUC) ao custo de US$ 2,7 bilhões (US$ 10 milhões a preços de hoje). No início do governo Collor, a primeira classe, que teria duas unidades, foi cancelada. A outra, que teria quatro unidades, prosseguiu durante o mandato de Itamar Franco e o início da administração de Fernando Henrique Cardoso, quando foi descartada junto com o projeto do SNUC. Pesou contra os alemães a falta de experiência na construção de embarcações movidas a energia atômica e o fato do casco projetado ter diâmetro inferior a altura do reator.

A partir dos dois projetos a IKL construiu os modelos 212 e 214.(PPR)