Por Pedro Paulo Rezende
O segundo turno da eleição presidencial será decisivo para as ambições do país na área de produção de energia nuclear. Os Estados Unidos sempre procuraram barrar os principais programas desenvolvidos na área espacial, aeronáutica e atômica. Para as autoridades do Departamento de Estado norte-americano, o ideal é que o Brasil fosse consumidor de tecnologias sensíveis, não produtor. O sucesso mais evidente de nossos esforços na área, iniciados em 1974 com o Programa Nuclear Paralelo, é, sem dúvida nenhuma, a produção de combustível em Resende. O Brasil desenvolveu uma tecnologia própria de ultracentrífugas que empregam levitação magnética e trabalham sem nenhum tipo de atrito. O nível de eficiência é superior a 30% em relação aos equipamentos similares. O projeto de um reator de uso dual, iniciado em 1979 pelo então ministro da Marinha, Maximiano da Fonseca, encontra-se em fase final e deve começar os testes de vapor — fornecido, inicialmente, por uma caldeira convencional. (Leia mais aqui)
Em memoriam de Rex Nazaré Alves

