Por RICARDO AMADESI COSTA
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo passou por uma série de transformações geopolíticas que moldaram a estrutura de poder global. A queda do Império Britânico e a ascensão dos Estados Unidos como potência dominante redefiniram as relações internacionais, consolidando a Doutrina Monroe e o conceito de Segurança Nacional como pilares da política externa americana. O Tratado do Rio e a formação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estabeleceram um bloco militar ocidental, Europa e Américas que, por décadas, confrontou diretamente o modelo soviético adotado pelos países do Pacto de Varsóvia durante a Guerra Fria. Com o passar dos anos, a Europa Ocidental buscou sua própria identidade política e econômica, culminando na formação da União Europeia (UE). No entanto, esta integração veio acompanhada do avanço do neoliberalismo, impulsionado por líderes como Margaret Thatcher e Ronald Reagan, que promoveram uma agenda econômica centrada no mercado e na desregulamentação. A queda do Muro de Berlim, em 1989, marcou o início de um paradoxo europeu: enquanto a Europa Ocidental celebrava a vitória do liberalismo e do idealismo democrático, o Leste Europeu enfrentava desafios estruturais que exigiam um pragmatismo político e econômico. A expansão da OTAN e da União Europeia para territórios anteriormente sob a influência soviética gerou tensões que, em muitos casos, foram mal planejadas e executadas, resultando em conflitos internos e disputas culturais. O que era para ser uma expansão de meros interesses comerciais passou a ser cultural, político e de um padrão idealista democrático, chocando-se com o pragmatismo e tradições históricas do Leste Europeu. (Leia mais aqui)

