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O retorno da Operação Condor

Por Pedro Paulo Rezende

Durante os anos de chumbo das décadas de 1970 e 1980, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos coordenou ações de repressão com os serviços de informações e polícias nacionais da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e Venezuela. Conhecida como Operação Condor, resultou na morte de aproximadamente 40 mil pessoas ligadas a forças progressistas, incluindo membros do clero católico. A cooperação entre ditaduras militares não se limitou à prisão e ao assassinato de militantes em um processo de terrorismo de Estado. Também resultou no intercâmbio de experiências de novos e mais efetivos métodos de tortura e de outras violações aos direitos humanos (ironicamente, agora praticadas contra cidadãos estadunidenses islâmicos pelo governo americano dentro do P.A.T.R.I.O.T. Act). O intervencionismo norte-americano ficou exposto a partir de ações dos poderes legislativos de países afetados por interferência direta de órgãos do governo dos Estados Unidos no processo político de países latino-americanos. Além do Departamento de Estado, a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), a Agência Nacional de Segurança (NSA), o Bureau Federal de Investigações (FBI), Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento (USAID), a Administração de Combate às Drogas (DEA) e o Fundo Nacional pela Democracia (NED) agiram para desestabilizar nações do Caribe e das Américas Central e do Sul. No Brasil, o objetivo era destruir o trabalho de integração regional desenvolvido pelo governo brasileiro durante as gestões de Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. (Leia mais aqui)

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