Um genocida a serviço do Ocidente

O ambiente caótico causado pela Revolução de 1917 e a Primeira Guerra mundial quase levou à dissolução do império russo. Os países bálticos, a Finlândia e a Polônia conseguiram se tornar independentes. A Ucrânia tentou, mas em 1920, depois de invadida pelos poloneses, perdera á importante província da Galícia. O restante do território aderiu à União Soviética. Em 1933, como primeiro passo, Bandera cria um movimento terrorista para libertar sua terra natal. Uma das ações armadas que coordenou foi o assassinato do Bronisław Pieracki, ministro do Interior do governo polaco em 1934. Ele recebeu a pena capital pelo crime, substituída por prisão perpétua.

Em 1939, Bandera recebeu a ocupação nazista com entusiasmo. Ele foi liberado e, em 30 de junho, proclamou a fundação do Estado ucraniano (não reconhecida pelo governo alemão). Quando o regime nazista invadiu a União Soviética, em 22 de junho de 1941, ele defendeu a incorporação dos territórios da República Socialista da Ucrânia (parte integrante da URSS) à Galícia. Obviamente, os nazistas não lhe deram ouvido. Recusando-se a revogar a proclamação da independência da Ucrânia, Bandera foi preso em 5 de julho de 1941 no castelo de Sachsenhausen, um espaço vip dentro de um campo de concentração que reunia os chefes de governo dos países derrotados, incluindo o ex primeiro-ministro da França, Leon Blum, e o ex-chanceler da Áustria, Kurt Schuschnigg.(PPR)

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